FCSN // Newsletter // 2017 // Conference 2017 // A Dra. Paula Kluth nos propôs um desafio – o de manter a inclusão nos Planos Individuais de Educação
a

A Dra. Paula Kluth nos propôs um desafio – o de manter a inclusão nos Planos Individuais de Educação

Paula_Kluth_Keynote“Já não temos inclusão?” – essa foi a pergunta feita ao público pela Dra. Paula Kluth, a palestrante principal do VOC 2017. A maioria das escolas dirá que aborda a inclusão, e que já vem fazendo isso há muito tempo. No entanto, Paula, que presta serviços de desenvolvimento profissional a professores e funcionários escolares no país inteiro, reconheceu que sempre há mais trabalho a ser realizado para que a inclusão seja feita efetivamente. “A inclusão é um processo, não é um lugar”, ela exclamou. “As expectativas sobre os alunos portadores de deficiência mudaram muito ao longo dos anos, mas ainda podemos e precisamos melhorar.” Ela nos motivou a “adotar uma filosofia” de sempre perguntar “o que é possível?”.

Paula descreveu sua experiência pessoal no ensino médio, onde seu trabalho voluntário com alunos numa sala de aula de educação especial ajudou a formar seu entendimento sobre o que é possível. Ela se interessou nos alunos portadores de deficiência que pareciam ser diferentes, e esses alunos se tornaram seus grandes amigos. As lições que ela aprendeu ao levá-los para almoçar ou ver jogos de basquetebol tiveram um impacto duradouro e orientaram seu caminho profissional. Durante os anos a pesquisa tem confirmado a experiência de Paula: os benefícios da inclusão não se limitam ao portador de deficiência. Ao contrário, têm impacto sobre todos nós.

Paula descreveu uma das escolas que visitou. Os alunos de educação geral brincavam no pátio enquanto esperavam as aulas começarem, mas os alunos portadores de deficiência intelectual, que chegavam num ônibus separado, entravam diretamente no prédio da escola. Quando ela levantou essa prática com o diretor da escola, ele disse: “Eles precisam de mais tempo para se prepararem”. Paula sugeriu que a escola tinha perdido uma ótima oportunidade de socialização, que beneficiaria todos os alunos, e insistiu que o diretor buscasse tais possibilidades.

Em outra visita escolar ela encontrou uma sala de aula segregada, composta somente de alunos de educação especial, que tinha uma placa sobre a porta: “Sala de Aula Inclusiva”. Paula mencionou isso ao administrador da escola e ele disse que apesar de passar pela sala várias vezes, nunca tido notado a placa! Se queremos a inclusão, “seguiremos por cima ou por baixo, em volta ou pelo meio — encontraremos um caminho ou trilharemos um caminho” para que a inclusão dê certo, declarou Paula.