Trabalhando com intérpretes em escolas
A lei federal exige que as escolas se comuniquem com os pais e responsáveis em um idioma que eles entendam. As diretrizes esclarecem que as escolas não podem depender de alunos ou seus irmãos para fornecer interpretação. Para atender a esses requisitos legais, as escolas podem precisar trabalhar com intérpretes que possam facilitar a comunicação entre as famílias e a equipe.
A seguir, algumas práticas recomendadas para trabalhar com intérpretes de forma a tratar famílias multilíngues com dignidade e respeito. Elas também são essenciais para garantir que os serviços de interpretação atendam às necessidades das famílias e da equipe.
- Esclareça os dialetos.
Quase todos os países têm populações que não só falam línguas diferentes, mas também muitos dialetos diferentes. Antes de contatar um intérprete, certifique-se de saber exatamente o idioma que a família precisa. - Contrate apenas intérpretes treinados. Pode ser tentador usar colegas, familiares ou outros membros da comunidade escolar para fornecer assistência de tradução durante as reuniões. Isso não só viola as diretrizes da lei federal, como também ignora o fato de que a interpretação é uma habilidade que envolve consciência cultural, habilidades linguísticas e sensibilidade. Muitos distritos escolares têm um departamento de interpretação que pode conectá-lo com a expertise linguística e cultural necessária.
- Sempre que possível, reúna-se com os intérpretes com antecedência. Peça aos intérpretes que cheguem às reuniões com pelo menos 30 minutos de antecedência. Use esse tempo para esclarecer o propósito da próxima interação, revisar todos os formulários relevantes e enfatizar as informações que você precisa que a família em questão entenda. Se possível, crie estratégias para garantir que as famílias saiam da reunião com as informações e os recursos de que elas ou a escola precisam para melhor atender seus alunos.
- Avise o intérprete se a conversa for difícil. Lembre-se de que tanto as famílias quanto os intérpretes podem ter passado por traumas pessoais que tornam certas discussões difíceis ou desencadeadoras. Avise o intérprete sobre esses possíveis gatilhos com antecedência, não apenas para que ele possa se preparar, mas também para que possa aconselhá-lo sobre a melhor maneira de abordar a família.
- Mantenha contato visual com a família, não com o intérprete. Lembre-se de direcionar perguntas e informações diretamente à família, não ao intérprete. Fazer isso demonstra que você está conversando com a família e não com a pessoa contratada para facilitar a comunicação.
- Fale mais devagar, não mais alto. A família com a qual você está se comunicando pode ter algum nível de inglês, mas pode não ser capaz de pensar ou falar em inglês. Portanto, certifique-se de estar se comunicando de uma forma que os ajude a entender o máximo possível. Isso não significa falar mais alto, mas sim falar mais devagar e de forma mais articulada.
- Evite jargões. Fale em linguagem clara e direta. Isso não apenas ajuda o intérprete, como também permite que os membros da família aprendam o máximo de inglês possível.
- Confie na expertise do intérprete. Lembre-se de que intérpretes não são apenas especialistas em idiomas. Eles também são especialistas em cultura. Se você não tiver certeza de como abordar ou estruturar um determinado assunto, peça sugestões aos intérpretes. Isso pode ser feito com antecedência ou durante a própria reunião.
- Esteja atento à linguagem não verbal. Se notar que o intérprete ou a família está usando linguagem corporal, pergunte respeitosamente e educadamente sobre o que você notou. Às vezes, captar sinais não verbais ajudará você a perceber como as pessoas na sala estão se sentindo, o que pode, por sua vez, lhe dar a oportunidade de dissipar a tensão, abordar equívocos ou construir confiança.
- Converse com o intérprete após a sessão. Pergunte ao intérprete como ele se sentiu durante a sessão. Peça feedback sobre como vocês podem trabalhar juntos de forma mais eficaz no futuro. Construir relacionamentos com intérpretes não beneficia apenas você, mas também as famílias na escola, que podem se sentir mais à vontade para falar com um rosto conhecido.
Para mais recursos e informações, visite nossos amigos da NAETISL – Associação Nacional de Tradutores e Intérpretes Educacionais de Língua Falada .
Você também pode baixar nossa lista de verificação para trabalhar com intérpretes no ambiente escolar .

